{"id":189,"date":"2023-12-30T04:39:10","date_gmt":"2023-12-30T04:39:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ensinandofamilias.com\/?p=189"},"modified":"2023-12-30T04:51:31","modified_gmt":"2023-12-30T04:51:31","slug":"maternidade-e-paternidade-reinventadas-criancas-que-educam-a-si-mesmas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ensinandofamilias.com\/?p=189","title":{"rendered":"Maternidade e Paternidade\u00a0Reinventadas: Crian\u00e7as que educam a si mesmas."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um artigo da Folha de S\u00e3o Paulo sobre culpa materna, uma terapeuta disse que com a quebra do modelo tradicional da fam\u00edlia, as m\u00e3es precisam reinventar a maternidade e que :<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs rela\u00e7\u00f5es entre m\u00e3es e filhos s\u00e3o de igual para igual. As crian\u00e7as participam muito mais do pr\u00f3prio processo educativo\u201d* , diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com todo respeito a profissional que escreveu isto (e tamb\u00e9m reconhecendo que as m\u00e3es s\u00e3o sim demasiadamente cobradas muitas vezes) tenho que discordar da afirma\u00e7\u00e3o dela. Biblicamente falando, esta nova tend\u00eancia de igualdade entre pais e filhos e a ideia de que por causa da vida moderna, do novo papel da mulher na sociedade e da ruptura das fam\u00edlias, as crian\u00e7as devem \u201ccriar a si mesmos, se auto-educar\u201d, \u00e9 uma grande mentira que tem como objetivo destruir a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A verdade \u00e9 que crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de se auto-educar. Elas dependem sim totalmente de um adulto que assuma a esponsabilidade de ensin\u00e1-las, de gui\u00e1-las, de suprir emocionalmente e fisicamente suas necessidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o deveria existir a tal igualdade entre pais e filhos, no sentido de que pais podem negligenciar suas responsabilidades com os filhos em nome de buscar seus pr\u00f3prios interesses. Os tempos podem ter mudado, mas a Palavra de Deus n\u00e3o muda e as crian\u00e7as precisam continuar sendo guiadas e orientadas no percurso da vida e esta responsabilidade \u00e9 dos pais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se n\u00e3o queremos assumir esta responsabilidade, \u00e9 simples: n\u00e3o tenhamos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a B\u00edblia nos diz:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s que somos fortes devemos ter considera\u00e7\u00e3o pelos fracos, e n\u00e3o agradar a n\u00f3s mesmos.<br>Devemos agradar ao pr\u00f3ximo visando ao que \u00e9 certo, com a edifica\u00e7\u00e3o deles como alvo\u201d (Romanos 15:1,2).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPais, n\u00e3o tratem seus filhos de modo a irrit\u00e1-los; antes, eduquem-nos com a disciplina e a instru\u00e7\u00e3o que v\u00eam do Senhor.\u201d Ef\u00e9sios 6:4<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conversando com uma mo\u00e7a, ela me contou como foram dif\u00edceis os anos de sua adolesc\u00eancia, pois quando seus pais se divorciaram, o pai foi viver com a nova fam\u00edlia e passou a negligenciar os filhos. A m\u00e3e, emocionalmente abalada, foi buscar al\u00edvio para suas dores em noitadas fora de casa com amigas e namorados. Ela, que vivia o momento delicado da juventude, se viu num papel de \u201cconfidente\u201d da m\u00e3e e negligenciada pelo pai. V\u00e1rias vezes, disse ela, embora entendesse a dor da m\u00e3e, sentia-se ressentida porque a m\u00e3e passou a viver como uma adolescente e tratava a filha como uma amiga, de igual para igual . Mas tudo que esta mo\u00e7a queria \u00e9 que sua m\u00e3e fosse sua m\u00e3e! E que seu pai tomasse posicionamento de homem que arca com suas responsabilidades e palavra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora nossa cultura busque destruir a ideia da fam\u00edlia e do lar, a verdade \u00e9 que um lar estruturado, onde cada membro ocupa e desenvolve suas fun\u00e7\u00f5es de acordo com a Palavra, e onde a autoridade dos pais \u00e9 exercida com equil\u00edbrio e amor, continua sendo a coluna da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabemos sim, que em muitos casos, situa\u00e7\u00f5es fogem do nosso controle. A vi\u00favez, um div\u00f3rcio n\u00e3o desejado, uma m\u00e3e ou pai solteiro. Nestes casos, precisamos nos lembrar da promessa do Senhor, que Ele \u00e9 o protetor do \u00f3rf\u00e3o e da vi\u00fava, Ele \u00e9 quem troca a tristeza por alegria, Ele \u00e9 quem faz a solit\u00e1ria habitar em fam\u00edlia. E enquanto colocamos nossa total confian\u00e7a Nele, n\u00e3o deixamos de exercer com amor e paci\u00eancia nossa responsabilidade com nossos filhos, de ensin\u00e1-los no caminho que devem andar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff1205200213.htm\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff1205200213.htm<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um artigo da Folha de S\u00e3o Paulo sobre culpa materna, uma terapeuta disse que com a quebra do modelo tradicional da fam\u00edlia, as m\u00e3es precisam reinventar a maternidade e que : \u201cAs rela\u00e7\u00f5es entre m\u00e3es e filhos s\u00e3o de igual para igual. As crian\u00e7as participam muito mais do pr\u00f3prio processo educativo\u201d* , diz ela. 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